CEBs e os Mártires da CaminhadaNotícia

Índio GALDINO JESUS DOS SANTOS

20 anos de seu Martírio do índio Galdino 

Hoje lembramos 20 anos do assassinato do Índio Galdino, morto por queimaduras que foram provocadas por um grupo de jovens de classe média que o atearam fogo, na madrugada do dia 20 de abril de 1997, quando dormia sob um abrigo de usuários de ônibus, em Brasília. 

As 18 horas, na Praça do Compromisso, via W-3 Sul, em Brasília (DF), haverá um Ato Inter-Religioso em memória aos 20 anos sem Galdino Jesus dos Santos. Galdino, indígena do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, foi queimado na madrugada do dia 20 de abril de 1997.

As informações são do site do CONIC:http://www.conic.org.br/portal/noticias/2199-ato-inter-religioso-20-anos-sem-o-indigena-galdino-pataxo 

 

A seguir um texto elaborado por Tonny Cálices da Irmandade dos Mártires da caminhada em memória dos 20 anos de martírio de Galdino Jesus do Santos.

Galdino Jesus dos Santos, índio Pataxó, do Sul da Bahia, 44 anos, tinha ido à Brasília mais uma vez para exigir a devolução das terras pataxó, griladas por fazendeiros. Cansado pelas manifestações e outras atividades do Dia do Índio, na madrugada do dia 20, Galdino estava dormindo num ponto de ônibus. Passando por ali 5 rapazes em atitude de farra resolveram queima-lo derramando combustível em seu corpo e ateando fogo.

Líder Pataxó e símbolo da resistência do seu povo que há cinco séculos vêm sofrendo em primeira linha as investidas da dominação invasora, Galdino tornou-se também vítima-símbolo da discriminação e do sadismo de uma “civilização” desumana.

Quatro anos depois do crime, Max Rogério Alves, Eron Chaves de Oliveira, Tomás Oliveira de Almeida e Antônio Novély Cardoso de Vilanova foram condenados pelo júri popular a 14 anos de prisão, em regime integralmente fechado, pelo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou defesa à vítima). Já o adolescente, G.N.A.J. foi condenado a um ano de medidas socioeducativas.

No local onde ocorreu o crime foram colocadas 2 esculturas relativas ao assassinato de Galdino: uma retrata uma pessoa em chamas e a outra representa uma pomba, símbolo da paz. O local passou a ser chamado “Praça do Compromisso”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada, a partir de pesquisa na internet e da Galeria dos Mártires.

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