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Fórum das Pastorais Sociais reflete sobre as necessárias mudanças estruturais no país

Por Luis Miguel Modino

As coordenações nacionais das diferentes pastorais, organismos e o serviço da mobilidade humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com as articulações das pastorais sociais de 15, dos 18 regionais em que está organizada a Igreja católica no Brasil, têm se reunido em Brasília no Fórum das Pastorais Sociais, de 31 de julho a 3 de agosto. 

O objetivo do encontro tem sido refletir sobre o serviço sociopolítico e eclesial, partilhar e avaliar a caminhada das pastorais sociais da Conferência Episcopal e das articulações de cada regional. O Documento “Considerações Éticas sobre Economia e Finanças” tem servido como ponto de referência para refletir sobre os desafios que vivem as pastorais sociais atualmente no Brasil. 

Como reconhece Francisco Andrade Lima, Secretário Executivo do Regional Norte 1, Amazonas e Roraima, “o encontro tem sido um momento de muita partilha e reflexão, sendo momento oportuno para que as pastorais sociais organizadas no Brasil possam rever sua atuação de como podem atuar dentro da realidade atual de nosso país”. Nesse sentido, podemos afirmar que o fórum tem servido para analisar a conjuntura atual do Brasil no campo político, cultural, socioeconômico e eclesial. 

O bispo de Jales – SP, José Reginaldo Andrietta, encarregado da Pastoral Operaria em nível nacional, que durante o Fórum fez uma análise da vida eclesial atualmente à luz das diferentes situações que o mundo está vivendo hoje, destacava que “foi muito importante este foro, pois partindo dos desafios que a realidade nos apresenta, nós como pastorais sociais em nível nacional nos perguntamos qual é a incidência política dos serviços, das ações que nós realizamos e a importância de nos fazermos uma congruência de esforços, de iniciativas e de ações em favor de um projeto de sociedade no Brasil que estamos verdadeiramente necessitando”. 

Para o bispo, um dos que com maior ênfase tem-se manifestado sobre a atual crise sociopolítica que o Brasil vive, “não é suficiente que façamos reformas no país, senão que é necessário mudanças estruturais profundas, e me parece que as pastorais sociais vão tomando cada vez mais consciência dessa necessidade de agirmos de maneira comum, com princípios, critérios e um projeto comum também”. O bispo também tem insistido na necessidade de ir pensando na VI Semana Social Brasileira, que ainda deve ser aprovada na próxima assembléia do episcopado. Nesse sentido, ressalta a importância de “diálogo em conjunto com os movimentos sociais, procurando construir um projeto de novo Brasil”. 

No encontro, a Secretaria Executiva da Rede Eclesial Pan-Amazônica no Brasil (REPAM-Brasil), Ir. Irene Lopes, tem insistido aos presentes que “o Sínodo da Amazônia é da Igreja, precisamos que todos participemos e sejamos corresponsáveis nas escutas e respostas ao questionário”. De fato, o Documento Preparatório já está sendo trabalhado em diferentes níveis, sendo um momento de extrema importância dentro do processo sinodal, onde o Papa Francisco insiste muito na necessidade de escutar aos povos da Amazônia.

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