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Pastorais Sociais, uma Igreja que não quer ficar presa na sacristia

Por Luis Miguel Modino

Fazer realidade uma Igreja que não fica presa na sacristia é um dos grandes desafios que os cristãos enfrentamos nos dias de hoje, uma Igreja que o Papa Francisco quer que seja missionária, em saída. Nessa tentativa está o bispo de Prelazia de Itacoatiara, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, um pastor com cheiro de ovelha, que no dia 30 de julho completava um ano como bispo desse povo que caminha na beira do Rio Amazonas.

Para fazer realidade esse propósito, a Prelazia de Itacoatiara está celebrando o 1º Seminário das Pastorais Sociais, no intuito de fazer realidade uma sensibilidade que deve estar presente e ser preocupação de toda a Igreja, buscando atender categorias de pessoas e/ou situações específicas da realidade social, procurando uma ação que transforma as pessoas.

Francisco Andrade de Lima, Secretário Executivo do Regional Norte 1 da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, tem assessorado o encontro, apresentando as diferentes pastorais sociais presentes no Regional, tentando mostrar os caminhos para que elas, aos poucos, possam ser uma realidade na Prelazia de Itacoatiara.

Junto com isso os participantes do Seminário tem refletido sobre o Grito dos Excluídos, que neste ano tem como tema “Vida em primeiro lugar” e como lema “Desigualdade gera violência, basta de privilégios!”. Não podemos esquecer que o Grito pretende denunciar o sistema que oprime e nega a vida, uma realidade cada vez mais presente no Brasil, que tem como conseqüência o sofrimento do povo, especialmente dos mais pobres.

Outro elemento que é importante e que também fez parte do debate é o da incidência política. Ninguém pode esquecer que a missão primeira do cristão leigo é na sociedade e que desde aí deve ser aprimorada a práxis da incidência política dos agentes das pastorais sociais, usando estratégias que façam isso possível. Nesse sentido, Francisco Andrade de Lima, insistia em que essa incidência tem diversas táticas e que se faz necessário conhecer em diferentes níveis para incidir. Desde essa perspectiva, seguindo as orientações da Cartilha da CNBB, o Seminário tem sido momento para conhecer como agir como cristãos diante das eleições de outubro.

Boa parte do encontro foi ocupada pelo estudo do Documento Preparatório do Sínodo da Amazônia, sendo respondidas algumas das 30 questões que aparecem no questionário final. Essa dinâmica, presente em muitos dos encontros que estão sendo realizados na Amazônia nos últimos meses, tem ajudado a despertar nos presentes sobre a realidade da Igreja local, surgindo propostas que possam fazer realidade novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral, uma Igreja com rosto amazônico.

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