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Cinco anos de Páscoa de Dom Waldyr Calheiros!

Por Pe. Rafaelzinho

“Amém, Aleluia!”

“Amém, Aleluia!” Esse era o lema episcopal de Dom Waldyr Calheiros de Novaes, o bispo vermelho de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. É o “amém” de quem crê no Deus da vida e nele deposita sua esperança; é o “aleluia” de quem canta, não obstante as dores e sofrimentos do tempo presente, a vitória dos que perseveram, até o fim, no caminho subversivo do Evangelho.

Nesse embalo profético do “amém, aleluia” que não decepciona, Dom Waldyr acolheu e viveu a graça batismal e o dom dos ministérios presbiteral e episcopal. Partindo do chão alagoano, passando pelos desafios da igreja carioca e chegando à “cidade do aço”, Waldyr soube ser conosco cristão e para nós bispo; conosco irmão companheiro, para nós pastor generoso; conosco operário-grevista, para nós voz firme e encorajadora.

Nesses tempos de obscurantismo social e político, Dom Waldyr desponta no céu da história e aponta na direção do inalienável compromisso de defendermos a vida e os direitos do homem e da mulher. Seu testemunho de fidelidade à causa do Reino deve contagiar às novas gerações de fiéis e pastores, que parecem um tanto seduzidas pela estética que não é a do presépio, pelo acúmulo que não é o da santa e derradeira ceia, pelo poder que não é o da cruz.

Há cinco anos, Dom Waldyr mergulhou na imensidão do Amor. E hoje, ao recordarmos a sua páscoa definitiva, queremos, um tanto cansados, machucados e preocupados com os rumos nebulosos deste grande país, ensaiar o canto dos que não desistiram e morreram na luta: “Amém, Aleluia!”.

Dom Waldyr! Presente na caminhada e rogue ao Deus-amor por nós!

Pe. Rafaelzinho

Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda

Foto de capa: Dom Waldyr, diante do memorial projetado por Oscar Niemeyer em referência aos três operários mortos em 1988, e destruído no dia seguinte a inauguração.

 

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