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A Igreja não se abriu à Laudato Si

Por João Oscar

“Sobre o cuidado da casa comum” o Papa Francisco escreve a maior carta de amor a humanidade, cujo título tirado dos cânticos das criaturas de São Francisco, que trata a terra como uma boa mãe que nos acolhe de braços abertos, Papa Francisco trás a humanidade a dimensão do cuidado, de louvar a Deus em tudo e em todos.

No primeiro momento o Papa descreve o que está acontecendo a nossa casa comum, depois ele liga isso com o evangelho da criação, lembrando que o meio ambiente é um bem comum e responsabilidade de todos, passa pela raiz humana da crise ecológica, condenando a exploração das pessoas e povos mais vulneráveis, dizendo que uma ecologia integral é o novo paradigma de justiça, em algumas linhas de orientação e ação nos chama ao diálogo, por fim e de maneira genial, nos fala sobre a educação e espiritualidade ecológica.

Apesar disso tudo, de tão bela carta a humanidade, a Igreja não abraçou de maneira efetiva o que nela está escrito, as nossas lideranças mal sabem da existência da mesma, as comunidades não celebram, e se mantém um silêncio de morte em relação à exploração dos povos tradicionais, da destruição do ecossistema e do consumismo irresponsável, um pecado pelo qual pagaremos se nos mantivermos em silêncio.

O Papa faz uma pergunta que deverá ressoar em nós, e que precisamos dar resposta, não com palavras, mas com atitudes, ele diz “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?” (160).

A Laudato Si é uma carta de amor a humanidade, com versos de um poeta, com coração de artista e sabedoria de um profeta, ou a gente se volta a uma espiritualidade ecológica para louvar a Deus no cuidado em toda criatura, ou perderemos um dos mais lindos presentes de Deus, a nossa casa comum.

João Oscar – Assessor da PJ na diocese de Nova Iguaçu/Leste 1.

Foto de capa: Ofs

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