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“A solidariedade é fruto de corações que acolhem”, Dom Mário Antônio da Silva pede colaboração na acolhida dos venezuelanos

Por Luis Miguel Modino

A crise venezuelana tem provocado a saída do país de uma boa parte de sua população. Segundo a Organização das Nações Unidas, em novembro do ano passado chegou em 3 milhões de migrantes e refugiados fora do país. No Brasil, os dados da ONU de novembro de 2018 falam de 85.000 venezuelanos dentro do território nacional.

Boa parte desses migrantes e refugiados encontram-se no estado de Roraima, onde a diocese local, a través da Caritas, está realizando um grande trabalho de acolhida. Desde há vários messes tem se criado um Comitê Gestor, onde participam a Caritas Brasileira, Caritas Diocesana de Roraima, Instituto Migrações e Direitos Humanos – IMDH, Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados e Serviço Pastoral dos Migrantes, que conta com a parceria das Irmãs Scalabrinianas e o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e a Campanha da Fraternidade. Desse modo, como afirma o bispo local, Dom Mário Antônio da Silva, “a diocese de Roraima está acompanhando o fluxo de migrantes e refugiados vindos da Venezuela para o Brasil”.

A quantidade de migrantes que estão no estado, que se estima que pode chegar em quase 60.000 pessoas, o que tem aumentado em 10% a população local, faz necessário oferecer alternativas. Desde a própria diocese já foram interiorizadas 100 pessoas e já estão se preparando novas viagens. Por enquanto, já foi elaborado um cadastro com mais de 850 imigrantes aptos a viajar para qualquer parte do Brasil.

O bispo local, Dom Mário Antônio da Silva, tem enviado uma carta a todas as dioceses do Brasil, onde diz “Peço-vos encarecidamente que nos ajude nesta grande missão!”, insistindo em que se cadastrem no site www.caminhosdesolidariedade.org.br, com o objetivo de participar do Plano Nacional de Integração, um convite dirigido às dioceses e paróquias, às congregações religiosas e Caritas diocesanas. Este plano tem sido elaborado com o apoio da CNBB e os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade. Junto com a carta acaba de ser lançado um vídeo que reforça o chamado à solidariedade, onde o bispo local começa dizendo que “a solidariedade é fruto de corações que acolhem”.

No vídeo se indicam os passos que devem ser dados, que passam por um cadastramento no site, onde aparecem as condições para acolher os migrantes venezuelanos. Até hoje só 13 das 275 circunscrições eclesiásticas do país tem se cadastrado, uma situação que faz necessário que a Igreja do Brasil escute as palavras do bispo de Roraima: “alargue seu coração para acolher, promover, proteger e integrar migrantes e refugiados que vem até o nosso Brasil em busca de vida e esperança”.

Desde a Caritas de Roraima também é pedido mais atenção, porque a demanda do interior também é grande, esse número é só da capital. Caritas Roraima afirma que está tendo um grande número de pessoas interessadas a viajar. A necessidade é grande e, por enquanto está faltando um movimento de acolhida nas dioceses. Talvez por falta de conhecimento, mas desde Roraima se insiste em um pedido aos bispos a instigar essa acolhida, buscando nos agentes pastorais um trabalho que leve a fazer realidade uma solução para esta problemática.

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