Artigos e EntrevistasSínodo para a Amazônia

Doces para Francisco em pleno Sínodo

Por Pe. Gegê

Sonhei em madrugada-27 de primavera bela que adentrava em mercado gigante e tudo era extraordinariamente grande em minh’alma de erê-curumim-infante
Estava eu deveras radiante!
Era dia de Cosme e Damião…fui colher doces pra Francisco, o papa, o pai e o irmão o “do fim do mundo” e o mais perto.
“Lindo de viver”, diria Dom Helder
E foi realmente uma colheita
Colhia pra Francisco do bom e do belo
E, de fato, não era compra era colheita o que fazia
Mantinha em cada escolha a paciência de um pintor, a delicadeza de um escultor e a inocência de um sonhador
Meus doces eram pra ti, Francisco-poverello
E cada doce posto na sacola
Era como se eu pisasse numa Amazônia liberta da ambição do capital
Era a festa sem fim numa ecologia integral
Era uma espécie de reinauguração de um paraíso terrenal
E vi tua Igreja, Francisco, mais humana e mais santa brilhando mais do que qualquer cristal
Na sacola de meus doces que pra ti colhia brotava o gozo dos povos da floresta
Povos originários em festa
Aves, plantas e animais
Águas, ares e pedras a natureza dedilhou seresta
E tudo em minha sacola fez-se sacramento
O balcão outrora feito para o pagamento fez-se um altar naquele momento
E os doces que pra ti colhia
Fez-se alimento um “corpus Christi” para eu te ofertar
Quando te vi, Francisco, já era um novo dia
Corri com o saco cheio de euforia
Ergui meus doces feito eucaristia
E vi teus olhos cheios de alegria
Trazias nas mãos, (da “casa comum”) a carta de alforria
E a terra inteira meu Deus, quem diria
Comungou liberta em doce companhia

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